Ao navegar nos instantes que outrora foram motivo de riso repentino, lembrei-me:
- do telefone que não toca;
- da combinação numérica que já não existe na agenda;
- do silêncio dos lábios que fazem questão de se manter assim;
- do destino que se deixa ser escrito por mãos pouco experientes.
Tento. Escrevo. Paraliso.
Habita em mim a dualidade do que permito e o que afogo. Sem afeto, sem efeito; não há resultados, não há avanço. Os dias difundem suas cores. Os meus amanheceres são um misto de confusões intrínsecas, sentimentos impermanentes e a existência de um eu que desconheço em mim.
Insisto em tentar sentir. E tudo que sinto ser, retorna ao mesmo ponto de partida.

0 comentário