Vestígios, renascimento e identidade

Ao navegar nos instantes que outrora foram motivo de riso repentino, lembrei-me:
- do telefone que não toca;
- da combinação numérica que já não existe na agenda;
- do silêncio dos lábios que fazem questão de se manter assim;
- do destino que se deixa ser escrito por mãos pouco experientes.

Tento. Escrevo. Paraliso.

Habita em mim a dualidade do que permito e o que afogo. Sem afeto, sem efeito; não há resultados, não há avanço. Os dias difundem suas cores. Os meus amanheceres são um misto de confusões intrínsecas, sentimentos impermanentes e a existência de um eu que desconheço em mim.

Insisto em tentar sentir. E tudo que sinto ser, retorna ao mesmo ponto de partida.

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aspas
A cada nova linha que completo
Um novo amanhecer se faz aqui
Trazendo luz pra minha escuridão interna

As linhas em branco
Me concedem o poder
De traduzir as fagulhas do meu caos interno
E me aproximar cada vez mais de mim

(Em branco, escrito em 25 de abril de 2023)