Desacerto


Em meu refúgio distante,
Observo os dias voarem em tons de azul e laranja
Confesso ter curiosidade de como os dias voam pra você —
Mas não ouso ir além de ligeiras suposições

Eu me vesti de silêncio,
Em uma busca insana de me proteger de mim
Agora, respiro um ar limpo
Sem tantos pensamentos intrusivos
Que me levam a lugares onde eu não deveria querer estar

As respostas que recusei ter
São as mesmas que questionam a razão dessa distância forçada
Arrebatam meu coração com dores de saudade

Nomear esse sentimento é um desejo vão:
Continua ambíguo
Uma mistura amarga de céu e inferno,
Salvação e prisão

Então sigo
Entre o querer e o esquecer,
Guardando os meus não ditos
No silêncio que aprendi a chamar de lar

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aspas
A cada nova linha que completo
Um novo amanhecer se faz aqui
Trazendo luz pra minha escuridão interna

As linhas em branco
Me concedem o poder
De traduzir as fagulhas do meu caos interno
E me aproximar cada vez mais de mim

(Em branco, escrito em 25 de abril de 2023)