Olhando pela janela do tempo,
Percebo não reconhecer
Tantos meus perdidos pelo caminho
Observo com o coração aberto,
O corpo inteiro e a alma presente,
As tais posses que atribuí ingenuamente a mim
Meu caos interno se fragmenta em solo de rebeldia inteligente
Aprendo a lidar com o furacão que me habita
Pelas lembranças que ainda pedem abrigo
E por silêncios que aprenderam a gritar
Carrego em mim fragmentos do ontem
E de um amanhã que me observa
Como quem espera ser nomeado
Desaprendo a existir no compasso da pressa,
Deixo de tentar conter minhas marés,
Mas não desisto de sentir
Aceito, enfim, o fato de ser feita de lapsos e lampejos,
De tudo o que fui
E de tudo que ainda não ouso ser

Em ser mora nossa humana intenção.😊
ResponderExcluirExatamente! 🍂
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