Vejo a menina que, na calada da noite,
Descalça e desnuda de qualquer razão
Foi de encontro a um universo paralelo em busca de si
E descobriu o inimaginável
A saudade que ancora no cais do meu peito
É sempre fruto do mesmo sentimento:
Aquele que transborda no mar dos seus olhos
Reina nessas minhas terras
A beleza da luz da lua beijando sua pele
Como quem abençoa o que toca
Não me refiro aos dias passados
Mas confesso guardar boa parte deles em meu coração
Dos devaneios que cercam meu pensar,
Guardo as inspirações com cheiro doce e gosto de infinito
Cheias do tempo presente: embalado na beleza das tulipas
Chegam até minhas mãos no abstrato que existe
Na sala de jantar do meu lar.

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