Sobre o processo de esquecer a culpa de viver


As lembranças escorrem das mãos
Desenho a saudade
Em um quadro preenchido
Com cores inventadas

A paz é uma sentença
É seguro estar aqui
Posso provar o sabor da calmaria
Com a própria pele

Sinto, não há surpresas
O previsível agora é meu novo lar
Não há do que querer fugir

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aspas
A cada nova linha que completo
Um novo amanhecer se faz aqui
Trazendo luz pra minha escuridão interna

As linhas em branco
Me concedem o poder
De traduzir as fagulhas do meu caos interno
E me aproximar cada vez mais de mim

(Em branco, escrito em 25 de abril de 2023)