E se fosse?!

Completamente entregue à minha parte incompleta
Brinco de ser outra
Faço de mim um novo emaranhado de gente
Talvez mais doce, mais amarga
Ou mais quente

Na intensa decisão de ser,
Meu comodismo se contorce
Os arrepios da mente se aguçam
Mas o medo não me alcança

Eu fico só, nua de alma;
Inteiramente entregue aos meus não ditos, aos meus não feitos
Nuances de tons inalcançáveis
Do Sol que não bate em minha janela

4 comentários

  1. massa demais, me coloco nesse texto me sentindo num limiar do que foi e do que pode ser... não sei se era essa a sua intenção, mas esse caminho de encontrar desconforto consciente para uma transformação acho que é algo que se perde hj, mas é tão potente =D

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    1. Exatamente! Fui dançando (talvez meio cambaleante, meio maluca, rss) com as palavras justamente pra transmitir essa ideia. As vezes, acredito que existimos nessa dualidade que existe entre o vão "do que foi e o que pode ser", mas no caso de quem fomos e quem podemos (ou, sei lá, desejamos, temos a intenção de) ser.

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  2. Às vezes aquilo que não somos nos cativa, infelizmente a expectativa nunca é atendida, veja bem, não é que seja pessimista...

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    1. Acredito que tudo que possui a intenção de ser poético envolve um pouco do que cobiçamos e que talvez pareça "inalcançável"; ou mais polido do que na realidade é, rs. É humano desejar o que não temos.

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aspas
A cada nova linha que completo
Um novo amanhecer se faz aqui
Trazendo luz pra minha escuridão interna

As linhas em branco
Me concedem o poder
De traduzir as fagulhas do meu caos interno
E me aproximar cada vez mais de mim

(Em branco, escrito em 25 de abril de 2023)