Meus olhos escondem marés agitadas
O silêncio ocupa meu incômodo contido
A nobreza dos meus singelos sentimentos
Se cansa, se dá por vencida.
É tentador! Insisto em uma busca incessante
Encontrar o que foi perdido...
O que não mais cabe em minhas mãos
Parece não mais pertencer a mim.
A fadiga me faz acreditar
Ser incapaz de conseguir entregar algo a qualquer alguém
À deriva, escrevendo meu próprio espaço e tempo,
Sinto-me um papel amassado, rasurado,
Cheio de palavras apagadas e reescritas.
Tantos porquês nadam em minha mente;
Talvez e de repente,
Eu consiga me alcançar
E me salve de mim.

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