Meus fragmentos insolúveis

Meus olhos escondem marés agitadas
O silêncio ocupa meu incômodo contido
A nobreza dos meus singelos sentimentos
Se cansa, se dá por vencida.

É tentador! Insisto em uma busca incessante
Encontrar o que foi perdido...
O que não mais cabe em minhas mãos
Parece não mais pertencer a mim.
A fadiga me faz acreditar
Ser incapaz de conseguir entregar algo a qualquer alguém

À deriva, escrevendo meu próprio espaço e tempo,
Sinto-me um papel amassado, rasurado,
Cheio de palavras apagadas e reescritas.

Tantos porquês nadam em minha mente;
Talvez e de repente,
Eu consiga me alcançar
E me salve de mim.

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aspas
A cada nova linha que completo
Um novo amanhecer se faz aqui
Trazendo luz pra minha escuridão interna

As linhas em branco
Me concedem o poder
De traduzir as fagulhas do meu caos interno
E me aproximar cada vez mais de mim

(Em branco, escrito em 25 de abril de 2023)