Não dói, mas não sara

Os lábios tentaram balbuciar qualquer resposta que fizesse o mínimo sentido,
Mas a vertigem me impediu de raciocinar
E me fez escolher o caminho que, em todos os casos, parece o certo:
O silêncio.

Fugi sem dar resposta, incapaz de forçar qualquer explicação,
Ciente de que talvez não fosse necessário explicação alguma.
Permaneci, ausente de presença,
Tentando compreender se o que doía
Era a partida
Ou tudo o que ficou antes dela.

Havia sentimento demais ocupando um corpo pequeno demais,
E qualquer palavra dita
Transbordaria em ruína

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aspas
A cada nova linha que completo
Um novo amanhecer se faz aqui
Trazendo luz pra minha escuridão interna

As linhas em branco
Me concedem o poder
De traduzir as fagulhas do meu caos interno
E me aproximar cada vez mais de mim

(Em branco, escrito em 25 de abril de 2023)