Engolindo a seco meus próprios fragmentos
Anunciando a existência de algo maior do que podemos conceber
O silêncio forçado do peso das nossas decisões
A soma de anos de resistência
Sinto-me invisível, um ser que jamais poderá ser visto ou descoberto
O espelho realça o caos que vejo e carrego
E só o meu sentir é capaz de me salvar:
Sou refém de mundos e lembranças lapidados por mãos que não conheço
Palavras arredias escorregam do meu pensar
Porém, as explicações que eu crio pra mim mesma causam vertigem instantânea
Seguirei a interpelar minhas próprias convicções, meus próprios motivos
Com apenas uma certeza: resposta alguma será capaz de me acolher por completo

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