Mais um amontoado de palavras cheias de uma lucidez que dói
Sinto-me fragmentada em vidas que, nesta, desejei ser
Um misto de sensações me invade: por que me invalidas?
Quero de volta o que é meu.
Busco um eu que há muito deixei de conhecer,
Revelado apenas nos suspiros cansados
Dos dias ao seu lado
É fato: somos dúvida.
Quão frágil pode ser uma conexão?
Quão vulnerável pode ser o amor?
Invento, em um quadro em branco, um novo amanhecer
Feliz, suave, tingido de cores que há muito não vejo
Pergunto-me se meu olhar ainda saberia reconhecê-las...
... Mas, quando encaro o passado, entendo:
Preciso me refazer, me enxergar por outros olhos
Pois me recuso a acreditar
Que a vida se resuma a isso

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