Elefante na sala
A venda dos olhos me faz flutuar
Volto pra um daqueles instantes em que se esquece do tempo
A vida me serve um banquete de lembranças
Cheiros e gostos batem à porta das sensações
A salivação se torna intensa
Engulo a seco
E me torno refém
Do que nunca vivi
Do coração ao corpo, do sentir ao instinto
Revivo delírios em que tanto mergulhei
Mas que de muito querer
Me afoguei
Sem sequer experimentar o gosto
Do que tanto quis sentir

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