Pois ele me alcança
Atinge meus tímpanos como flecha
De quem sangra até quem faz sangrar
Meu sentir torna-se uma névoa caótica
Sinto apenas a minha desordem visceral
Um caos que, visto de longe, até parece bonito
Mas, daqui, sendo eu, me inunda até fazer afogar
Não existe fôlego que me salve de mim.
As mãos que tentam fugir do silêncio
Deixam palavras escritas
Na tentativa de trazer uma ponta de esperança ao meu fim do túnel
Mas, ao contrário disso, se desenham como se fossem sentenças
As mãos que tentam fugir do silêncio
Deixam palavras escritas
Na tentativa de trazer uma ponta de esperança ao meu fim do túnel
Mas, ao contrário disso, se desenham como se fossem sentenças
Como posso me salvar de mim?
Fugir da roupa que me veste, sendo ela minha própria pele?
Fugir da roupa que me veste, sendo ela minha própria pele?
Dos desalentos do mundo, das dores do viver,
Das hipocrisias que nascem com o romper da vida?
Das hipocrisias que nascem com o romper da vida?
Sinto-me uma dessas farsas
Que aprendeu a parecer inteiraMesmo quando o avesso grita pra existir

Me lembrou um verso de uma amiga que falava sobre ir embora de si. Intenso.
ResponderExcluirEsses versos tem bem esse gostinho mesmo, rs.
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