Vivências, vinho e vermelho
Há em mim uma urgência feroz de sentir...
Algo intrínseco, indomável,
latejando sob a pele.
E então me abate a torpe sensação,
quase vertiginosa,
de lembrar dos teus olhos...
É crua, escancarada,
a relação entre meu desejo
e minha cruz,
pois carrego no peito
um pecado vivo,
como uma cicatriz
que aprendi a me orgulhar.
E teus lábios,
sempre atentos aos detalhes,
me devoram em silêncio,
despindo palavras,
e fugindo das obviedades
que eu sempre evitei

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