o sal da memória
a saudade se veste de várias maneiras
são disfarces sorrateiros
no menor descuido, percebo meu rosto molhado
eu não consigo dizer, mas sentir é inevitável
outro dia, ouvi Cássia Eller
e meus pensamentos foram tingidos dessa cor inebriante
que lembra você
minhas limitações são muitas
meus pensamentos sussuram baixinho
quanto ainda preciso aprender...
é convidativo morrer de amor
a paixão é uma janela aberta
a brisa suave vem lenta,
como o silêncio de domingo
o peso da expectativa me paralisa
me trava, me traga
a ponta dos dedos latejam o desejo que o corpo transborda
essa vontade insana, intrínseca
que ainda insiste em fazer arder e queimar meu corpo
se pernsonifica em várias línguas
em várias melodias
o vinho dissolve todo anseio
são as grutas do desejo
arrebentando meus poucos fios de sanidade

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