Elefante na sala
A venda dos olhos me faz flutuar
Volto pra um daqueles instantes em que se esquece do tempo
A vida me serve um banquete de lembranças
Cheiros e gostos batem à porta das sensações
A salivação se torna intensa
Engulo a seco
E me torno refém
Do que nunca vivi
Do coração ao corpo, do sentir ao instinto
Revivo delírios em que tanto mergulhei
Mas que de muito querer
Me afoguei
Sem sequer experimentar o gosto
Do que tanto quis sentir

Seu poema me passou muito a sensação de desejar algo tão intensamente que a própria expectativa acaba ocupando mais espaço do que a experiência em si.
ResponderExcluirwww.saidaminhalente.com
Obrigada pelo comentário, fiquei feliz em lê-lo! <3
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